domingo, 6 de setembro de 2009

Carta a D. Manuel

Em homenagem ao dia 7 de setembro! Um texto que particularmente achei genialíssimo :

Guaratinguetá, 13 de Maio de 2009

Rei de Portugal D. Manuel
Nesta
Prezada Senhor,

Venho solicitar a atenção de Vossa Majestade ao assunto que passo a expor: as
navegações tinham como objetivo chegar às Índias, para lá obtermos sucesso no comércio de especiarias, entretanto ocorreram mudanças em nossas rotas. Todos os tripulantes seguiam regrados, mas em meio às águas do Oceano Atlântico um pedaço extenso de terra nos chamou à atenção – algo inédito aos nossos olhares.
Trata-se de uma nação repleta de etnias, onde tudo me impressiona. Ninguém fala de uma só maneira. Índios, mulatos, pardos e brancos compõem esse contexto nacionalista.
A princípio assemelhei a forma de agir desse povo a uma cadeia alimentar, na qual o poder sempre vence.
Nada de igualdade, existem muros de ouro e pedra separando a sociedade. As periferias
já não têm lugares para subir, enquanto as mansões ocupam vastos terrenos. Deparei-me com um castelo, logo acreditei que fosse lar de rei, mas me enganei. Nessa “terra estranha” quem tem castelo é político.
O verde é marcante e águas têm de monte. Dias de chuva fica complexo diferenciar ruas de rios. No entanto andam dizendo por aqui que tudo está se acabando.
Enfim, gostaria de relatar que não chegamos às Índias, mas ao Brasil, onde podemos explorar, enganar e também roubar que ninguém há de nos notar.

Thales Willian

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vamos celebrar a estupidez humana

Só há na vida a certeza da morte. Mais clichê, impossível. Mas, e depois da morte? A pergunta também pode ser clichê, mas sobre a resposta não há consenso.
Tendo em vista a insignificância humana no universo,
e a consciência disso, 4.532 trilhões de teorias são escritas e ardentemente defendidas em prol de um consolo ou ilusão que certamente virá.
A idéia de céu, paraíso e vida eterna - com todos os nomes que pode possuir- justifica o fardo de vivermos essa pequenez terrena? Cria-se o imaginário de que até o purgatório e fogo do inferno trazem consigo certo conforto, para os injustiçados pelos pecados ou para o próprio pecador, que após pagar por seus erros também alcançará a eternidade.

Então eternos, o sentimento de grandeza prevalece! Os humanos tornam-se uma espécie perpétua. Não somente uma complexa coincidência de acontecimentos químicos físicos e biológicos, a alma, as lembranças os sentimentos, são evidências tão tangíveis quanto um buraco negro.

Equiparamo-nos com o universo definimo-nos indecifráveis e grandiosos. Eternos.

Talvez, o egocentrismo não tenha sido apenas um fator dialético pós-Idade Média, ele envolve a mentalidade não de crentes, mas de servos. Servos de um sistema, muito maior do que os econômicos e políticos estudados. O fato de ser humano.

Iludidos pela distância acreditamos ser maior que as estrelas...

Relutantes em aceitar ou tentar enxergar que a verdade é grade demais para nossas vistas limitadas. Os amontoados de células, o acidente biológico prepotente cria 4.532 teorias que tentam encontrar aquilo do qual se escondem.

terça-feira, 7 de julho de 2009


Lembro de quando biblioteca era sinônimo de silêncio, bons tempos....Que saudade daquele psiu repreendedor, acho que é mais um mal da globalização, que pôs em pé de igualdade os mais diversos tipos de estabelecimento. Agora o barulho é comum a todos os lugares!!! E onde você se concentra agora??? Se for um monge tibetano talvez consiga se concentrar onde bem entender, se for como eu, boa sorte... E eu que achava que a trilha sonora do inferno era exclusividade da minha casa....a biblioteca conta com a versão remixada dos grupos de estudo, uma coisa meio chiadinha e tal, somada a um pout pourri de marretdas, furadeiras e carros...muitos carros na rua! Isso sem falar na bibliotecária batendo papo na porta. Sim, agora bibliotecária pode bater papo à vontade!!! É nesses momentos que começo a dar crédito às teorias fantasticas sobre o fim do mundo da tia Rita. Tá acabando mesmo tia.....

domingo, 14 de junho de 2009

Cheguei a conclusão de que como tudo, as músicas são frutos de seu tempo, portanto só fazem sentido nele, dúvida?
"Eu fico com a pureza da resposta das crianças"

Que crianças?

Que resposta pura ? (só se for pura sacanagem )

Claro, as crianças de 50 anos atrás, que não tinha ipod com vídeos do último filme pornô, e iam para a escolinha com 7 anos, e olha lá! Agora, experimenta indagar sobre algo que dê margem à interpretações para um desses serezinhos que assistem novela das 8...

(Livro de quadrinhos com conteúdo impróprio para a idade dos alunos ao qual foram distribuídos pelo gov. do estado de SP)

Mas isso nem de longe significa que os mini-gentes de hoje são mestres interpretativos, não senhores! Pois então pergunte a um dele a moral da história da chapeuzinho vermelho, a resposta com certeza girará em torno da ser comida pelo lobo, e a "coitada" da chapeuzinho não.

óóókey, redimo-me, as pequenas criaturas podem até ter o dom da interpretação, mas que fazem isso sob os conceitos errados... Se fazem! O problema mesmo são os conceitos que elas tomam pra si, que não por um acaso são tomados de pais, mães, irmãos mais velhos, tv, internet... enfim, o problema não está mesmo nos mini-gente, é agente mesmo, a gente grande que domina o mundo, no mundo dos adultos, e é por isso que a criança não tem pureza e tem "aquela" resposta ...

domingo, 7 de junho de 2009

Alma lacrada


Cansei das ilusões e desisti do amor.
Por que???
Porque o amor não existe, existe apenas uma animalesca sensação prazerosa a qual deram um nome delicado para amenizar a culpa.
Tudo são apenas mentiras, daquelas mais sem vergonha, usadas apenas para mandar alguém para a horizontal. São mentiras esfarrapadas, de péssima qualidade, mas que funcionam sempre, assim como fingir que é amor, enganar a si mesma para dormir em paz.Amarrotamos dezenas de lençóis o tempo todo em diversas companhias e ainda temos a cara de pau de dizer que "foi por amooooooorrrrrrr........áááá.......".
Por amor o cacete! Foi por excesso de emoção ou fogo no rabo mesmo, nunca é por amor e você sabe disso. Como sabe também outras verdades, mas finge que não. Vivemos dizendo por aí que tudo o que queremos é sinceridade, mas essa é a mentira mais deslavada da história!!!
A gente quer é a mentira!!!! A gente quer ouvir que é única, que é amada,que é boa para cacete.
A verdade a gente sabe...Sabemos que somos fáceis até quando nos fazemos de difíceis, que temos banha, que tem outras vinte iguais a gente. Sabemos, mas nos forçamos a esquecer disso o tempo todo.
É para não cometer suicídio mesmo.Precisamos ter a alma lacrada para o amor. Mas a grande verdade é que ela já está lacrada, para a verdade, jogamos fora nossa sensatez para poder acreditar de novo no amor, sempre!!!

{ a volta da "Anônima" }

sábado, 30 de maio de 2009

Um amor anarquista

Se falar de amor é tão clichê, não poderia deixar de fazer.
Numa exploração metafórica do sentido da expressão, pensei, será que realmente existe, um amor anarquista? Talvez sim, mas daí seria baseado em uma anarquia de liberdade, e não libertinagem (que são coisas bem distintas).
Ou seja, não é que eu ache bacana, e um dia diria : ai, amor você não tá afim de ir pra uma baladinha, pegar umas 4, ou então trazer umas 3 pra morar com agente?
Vocação pra chifre deve ter limite :)
"Vicky, Cristina, Barcelona" é uma exceção (um dos meus filmes favoritos!)
Sobre a falta de regra da anarquia, a própria falta de regra é uma regra! Então é regra não ter Estado, não definir funções, ações, fazer o que quiser, no melhor estilo de 'bagunça organizada', por via de regra, todos são livres... uaiii...Mas essa não era a antítese? '¬¬
Quando Sartre nos mostra que a liberdade nos aprisiona em nossa responsabilidade, ele tira todo o encanto dos atos inconsequentes, nos leva a liberdade solitária do eu, que é onde entra Schopenhauer, que bem esclarece que é só quando estamos sós que somos quem realmente somos e portanto realmente livres, e se sermos nós mesmo é o máximo de evolução e felicidade que podemos alnançar enquanto nós....Talvez o verdadeiro amor liberte, liberte para o respeito às individualidades quando duas pessoas diferentes coexistem num mesmo espaço e sentimento, a valorização e aceitação dos princípios, dos limites, hábitos, conceitos. talvez esse seja o mais puro e bruto amor.
Então, amor... se você quiser ir pra balada, e pegar 4, só vou te achar imaturo e sem personalidade por não conseguir se auto afirmar no SEU EU. Portanto, nossos eu's não poderão mais coexisistirem em nenhum espaço ou tempo rs ;D.

E viva um amor anarquista \o/
-
Baseado em reflexão sobre o título e somente o título do livro de Michel Sanches Neto

domingo, 24 de maio de 2009

Não prometo que esse post será uma promessa de volta, mas tentarei fazer dele um sinal de fumaça \o/
Acho que pra alguém ainda vir aqui tem de haver uma promoção para Urubu, porquê é estar totalmente sobrevoando carne morta =/
Tadinho do DESevolução, o desevoluímos. A Cá num ritmo frenético de CV, a dando aulas...
Oh mundo cruel.
E como somos voluvéis e um tanto quanto futéis.
Deixamos de lado pessoas e coisas que amamos por perspectivas de futuro, um futuro NOSSO, egoísta não?
E parece que vem aí mais um post nostalgia.
Porque estou realmente com saudade de quando postava sempre recebia os comentários das pessoas, sentia que alguém se importava ou ao menos se dava ao trabalho de fingir que, com o que eu pensava ou não.
Mas, vamos ao que interessa.

A notícia já não é mais notícia, mas é fato, e um fato que não deveria ser esquecido, e cobrado.
Tá que o Sr Lula tá dando uma de bonzinho na política externa, deixando a Bolívia aumentar o gás 200 e pouco %, fazendo cara de paisagem para as excentricidades do Chavez, mas daí a não apoiar um brasileiro para presidência da UNESCO por questões diplomáticas não é demais??
Principalmente pra um país que visa avanços educacionais... mas enfim.
Beijos, beijos queridas mosquinhas-urubus :P

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Americanizados


 O começo do fim de um blog, é quando vc começa a postar seus trabalho acadêmicos. Por que você deixa muito claro que já não tem mais tempo pra ele =/

Oi mosquinhas... Alguém ainda vem aqui? 


Antes era o oeste da Pangea, hoje o novo mundo é terra de americanos, a América de um Vespúcio espanhol que nomeia um continente onde os chamados “americanos” falam inglês, onde o restante dos americanos são índios. Índios sem cocares que vivem numa selva de pedras, ou melhor, de miséria na América central, e outros que vivem ou viverão sem matas ao sul. O continente de litoral privilegiado, de interior tudo junto e misturado, onde reina a miscigenação conseqüente de colônias, escravos, imigrantes, culturas que vão além de fronteiras.

A 2ª maior massa de terra do planeta que tem ao extremo norte a Groelândia que hoje é branca. Já foi nome de novela da globo, cenário de novelas dramáticas compradas pelo SBT, além abrigar hollywoody. Somo da América vítima da aculturação negativa, onde se perde os valores de cada população em prol de uma tal de globalização.

Do centro ao sul, somos os estereótipos que o mundo nos dá, somos aquela festa pra aquela santa dos mil nomes, somos ocidentais, fomos índios, colonizados, nos tornamos independentes (uns nem tanto, outro nem tão pouco), tivemos ditadores, e dores de qualquer forma - não necessariamente nessa ordem - e hoje somos mão-de-obra, matéria-prima, somos usuários do ar limpo pela floresta amazônica, somos poluidores do mundo e somos como em todo lugar se analisado, majoritariamente pobres economicamente, ou emergentes, chamem como quiser, somos generalizados.

Um pouco acima do centro os estadunidenses (e Cia), a exceção americana de Rooselvet, Bushs, Obama e Osama, mas a culpa não é deles, porque assim como no significado lingüístico, eles são norteadores, sejam por ditar as regras ou viverem no norte, mas enfim, isso é um sinônimo histórico.  

Na América ninguém sabe explicar, ninguém viu como pirâmides semelhantes as do Egito vieram parar aqui, pra onde foram os barcos e aviões que entraram nas bermudas, ou os imigrantes mexicanos que tentavam atravessar a fronteira estadunidense.

Somos a América da festa, e ela começa com os mosqueteiros sul-americanos, um índio sem apito, um comunista maluco e egocêntrico, um ditador utópico e um rostinho bonito à lá namorado da Barbie, frutos podres de revoluções armadas, claro em duplo sentido, a América dividida em dois, três, quatro continentes, para esclarecer uma só origem que ainda não se sabe se veio pelo estreito de Bering, ou por algum disco voador dos ares!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Diário por um dia

nos.tal.gi.a - s. f. Tristeza e abatimento mais ou menos profundos causados pelo afastamento de lugares, pessoas ou coisas que se amam e pelo desejo de as tornar a ver.

Querido diário, este é o meu momento, muitas coisas mudaram e como diz um chavão: estou mais perdida que cachorro em mudança. Aqui estou eu, completei 18 anos, posso ser presa a partir de agora e sou obrigada a votar, concluí o ensino médio, curso técnico, fiz uma viagem de formatura, tive uma formatura e baile onde dancei macarena com os amigos. E tudo isso passou. Tudo foi bom, é claro, e eu sinto saudade, mas não daria tudo pra voltar no tempo, isso por que acredito que meu tempo é agora. E o agora é um dilema. É a transição que me assusta, pois me vejo num momento em que não sei bem o que fazer, agora; porque de acordo com meus planos nesse ano eu vou estudar, cursinho pré-vestibular e tal. Vou passar. Vou-me embora pra Pasárgada, onde serei amiga do rei, é claro, e também uma estudante de arquitetura. Ótimo. Torça por mim querido amigo diário.


Ok, queria compartilhar algumas descobertas pessoais com vocês:

1º - Descobri que sou uma megalomaníaca. (E que gosto dessa palavra.)

2º - Descobri que o capitalismo me encantou de vez, e se for pra eu ser uma hippie, que seja nos EUA. Uma hippie na Times Square, seria L.I.N.D.O.!


3º - Séries são quase novelas, mas a diferença é que as series são realmente fascinantes. Terminei de ver todos os episódios de Friends, assisti todos os episódios de Prison Break, estou apaixonada pelo Wentworth Miller, e estou prestes a ver todos os episódios de Sex and the city, a não ser pelo fato que ainda estou assistindo a 1º temporada, maaaas isso não é problema, porque descobri que sou uma ‘fominha de seriados’. Aliás, alguém me indica algum? :)


4º - Descobri um minúsculo interesse pela política, talvez seja a mídia. Não sou negra, assim como o Obama, que é tudo de bom e estou super satisfeita com toda essa mudança. E acho a Michelle Obama um máximo, assim como os vestidos dela. E três vivas para o fim da Era Bush.


5º - Descobri que talvez vocês nem se lembrem de mim, a macaca secundária, digo isso de bom grado, que não escreve aqui há um tempão. O tempo é mesmo uma coisa estranha, ontem mesmo enquanto revirava uma caixa com ‘lembranças de minha vida’ encontrei 3 bilhetinhos escritos por amigas do meu irmão mais velho, um era de 1996 e os outros de 1998. Me senti uma velha. Falando em idade, estou querendo muito assistir ao filme O Curioso Caso de Benjamin Button, alguém já viu? Parece ser Maraviwonderful! :D



Espero eue tenham gostado, hehe, estava com saudade.
Beijos macacos :)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Fogo cruzado

Não é mais um post sobre violência pooovo \o
É sobre fases INTERMEDIÁRIAS.
Cara, como assim né? A Jú pirou de vez?
Noooom. 
É só que isso me intriga e muito.
Saber quem você é, qnd nem vc sabe.
Sabe depois que vc deixou de se "criança" e não tem mais as obrigações como tirar nota boa ,ou arrumar sua cama, e também ainda não tem que pagar a mensalidade da escola dos filhos, nem do carro.
Se vc já passou disso, ainda se lembra quem era?
Se vc está vivendo isso... Sabe quem ou o q és?
E o que fazer nessa hora?
Olhar pela janela e ver a vida passar não dá.
Sair pelo mundo sem saber onde se quer chegar, é perda de tempo, porque qualquer lugar servirá.
Não adianta saber o que não fazer...
Basta saber que é uma fase, e que ela está num tempo.
E ele, bem, ele passa.

Não deve ser tão difícil deixar de achar graça na malhação, senão as pessoas se suicidaria antes de fazerem a primeira compra do mês :)
O mundo está mudando, o SEU mundo já mudou. Não adianta correr, ou fingir que não tem nada acontecendo, porque você está no meio do fogo cruzado.

-
Já não tá na hora do sr Obama vestir a cueca por cima da calça?