sábado, 30 de maio de 2009

Um amor anarquista

Se falar de amor é tão clichê, não poderia deixar de fazer.
Numa exploração metafórica do sentido da expressão, pensei, será que realmente existe, um amor anarquista? Talvez sim, mas daí seria baseado em uma anarquia de liberdade, e não libertinagem (que são coisas bem distintas).
Ou seja, não é que eu ache bacana, e um dia diria : ai, amor você não tá afim de ir pra uma baladinha, pegar umas 4, ou então trazer umas 3 pra morar com agente?
Vocação pra chifre deve ter limite :)
"Vicky, Cristina, Barcelona" é uma exceção (um dos meus filmes favoritos!)
Sobre a falta de regra da anarquia, a própria falta de regra é uma regra! Então é regra não ter Estado, não definir funções, ações, fazer o que quiser, no melhor estilo de 'bagunça organizada', por via de regra, todos são livres... uaiii...Mas essa não era a antítese? '¬¬
Quando Sartre nos mostra que a liberdade nos aprisiona em nossa responsabilidade, ele tira todo o encanto dos atos inconsequentes, nos leva a liberdade solitária do eu, que é onde entra Schopenhauer, que bem esclarece que é só quando estamos sós que somos quem realmente somos e portanto realmente livres, e se sermos nós mesmo é o máximo de evolução e felicidade que podemos alnançar enquanto nós....Talvez o verdadeiro amor liberte, liberte para o respeito às individualidades quando duas pessoas diferentes coexistem num mesmo espaço e sentimento, a valorização e aceitação dos princípios, dos limites, hábitos, conceitos. talvez esse seja o mais puro e bruto amor.
Então, amor... se você quiser ir pra balada, e pegar 4, só vou te achar imaturo e sem personalidade por não conseguir se auto afirmar no SEU EU. Portanto, nossos eu's não poderão mais coexisistirem em nenhum espaço ou tempo rs ;D.

E viva um amor anarquista \o/
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Baseado em reflexão sobre o título e somente o título do livro de Michel Sanches Neto

10 comentários:

Sam disse...

Essa ideia de amor anarquista parece boa, a principio.

Mas basta que nós vejamos que isso leva à inconsequência e à galinhagem que mudamos de ideia.

Puxa, tô super feliz com o seu retorno à bloguesfera!

beijoos

Max Psycho disse...

eu sou contra amor anarquista, mas seria bem legal a idéia, bjus

Ruby disse...

Na minha visão, é inconcebível um amor verdadeiro que aceite tais anarquias. Acho que o amor real requer fidelidade, porque quando se ama, só se tem olhos pra pessoa amada. Acho como foi falado, galinhagem e não é amor. Ou será que fiquei no tempo enquanto a modernidade avança?

Gabi disse...

hahaha..essa historia de liberdade não rola....acredito que o problema geral é rotular um relacionamento.... podemos sim ser livres, sem ser futeis...Mas ainda sou dos tempos da vovó..."é meu e ngm tasca e se tascar, não serve"!!! Contradice?
hehehe
Alou Ju.... obrigada pela visita e volte sempre...ando por aqui a tempos já!!!

Max Psycho disse...

Eu não sou machista, ser machista seria uma desevolução, bjus minha gata

EXAGERADO disse...

Oi,linda

Estou de acordo com Sartre ,quando diz "a liberdade nos aprisiona em nossa responsabilidade",porém prefiro ficar preso ,mas amor anarquista ,tô fora!!!
Belo tema e reflexão!

bjs

Max Psycho disse...

pois é agora Cuba tá sem msn, acabou a nossa chance de difundir ainda mais nossas idéias revolucionárias aos companheiros

Varda disse...

E viva o amor anarquista!

o/

A n i n h a a disse...

Vc resumiu to-da a situação na última frase do texto.
Eu acho que não conseguiria conviver com esse amor anarquista não. Não pelo fato de envolver outras pessoas, não sou muito possessiva, mas pelo fato que que uma relação a DOIS, quando precisa de coisas ou pessoas de fora, já está fadada ao fracasso.

sordidassa disse...

Escuta... por que é que num é vc que sai pra baladinha e leva 4 moços bonitões pra casa, hm? Muito mais saudável. Ainda mais que, vamo combinar... lugar com mais de 3 mulheres é inabitável!
Sou partidária do amor anarquista, mas confesso que raramente dá certo. Mesmo porque... ou vira bagunça ou o cara num tá numas de amor anarquista e acha que vc num tá nem aí. rs
Então é melhor amor old fashioned mesmo. ;-)))

Beijão,

Mari